# Quem faz o Shibari Study: bastidores de uma plataforma de ensino de cordas

> Conheça a equipe por trás do Shibari Study, plataforma de assinatura dedicada ao ensino de shibari, e as ideias que orientam seu trabalho: inclusão, pedagogia e conteúdo centrado em quem é amarrado.

- Tema: Grupos e comunidades
- Tags: shibari, comunidade, educação em cordas, plataforma online, equipe, inclusão, pedagogia
- URL: https://arcanobdsm.com.br/a/quem-faz-o-shibari-study-bastidores-de-uma-plataforma-de-ensino-de-cordas
- Fonte original: Shibari Study (blog) (https://shibaristudy.com/blog/post/who-we-are-the-shibari-study-team)
- Atualizado: 2026-10-31

## Uma equipe reunida em torno do ensino de cordas

O Shibari Study é uma plataforma de assinatura voltada ao aprendizado de shibari e de outras formas de bondage com cordas. Em abril de 2024, o site publicou uma apresentação dos integrantes do time, mostrando quem são as pessoas por trás das aulas, dos vídeos e da comunidade — e como cada uma chegou até ali.

O texto não é um manual técnico. É um retrato de bastidores: histórias pessoais, conversas com a família sobre o trabalho com kink e a filosofia que sustenta o projeto.

## Como cada pessoa chegou ao projeto

**Anton**, um dos fundadores, conta que a ideia nasceu de uma necessidade prática: ele queria aprender a amarrar e não encontrava bons recursos online. A sócia, Gorgone, entrou com o conhecimento técnico de shibari e os contatos; ele, com a visão de produto e o planejamento.

**Max**, amigo de infância de Anton, assumiu o desenvolvimento da plataforma. **Mo** chegou pelo servidor de Discord da comunidade, respondendo a uma vaga de gestão de comunidade — função que já exercia havia cinco anos em uma empresa de tecnologia.

**Sage** começou a praticar em 2013 e se dedicou à educação em cordas, com foco em criar ambientes mais acolhedores; foi convidada a integrar o time justamente para sustentar a ideia de que as cordas são para todo mundo. **Kahrin**, de ascendência japonesa, cuida das redes sociais e da conexão com uma comunidade que, segundo o texto, reúne mais de 370 mil pessoas interessadas em cordas.

**Annie**, escritora profissional, entrou por indicação de uma colega e está na equipe há quatro anos; o blog da plataforma era um desejo antigo dela. **Enna** começou como assistente depois de concluir um mestrado em 2021 e hoje responde pela administração e operações — além de já ter posado como modelo para o site. **Fuoco**, que pratica shibari há cerca de onze anos, conheceu Gorgone durante o mestrado em Londres e recentemente passou a dirigir gravações de vídeo e foto.

## Falar sobre o assunto fora da bolha

Um dos pontos mais interessantes da apresentação é a naturalidade com que o time relata como explicou o próprio trabalho a familiares. As respostas variam bastante.

- Alguns relatam ceticismo inicial, seguido de aceitação e até orgulho, à medida que a família entendeu melhor o que é shibari e o que a plataforma faz.

- Outros contam episódios curiosos, como a mãe que descobriu o assunto ao ver uma corda sendo tingida em casa, ou o parente que já conhecia o meio por conviver com um fotógrafo de kink.

- Há também quem prefira preservar detalhes: Enna explica que, por questões culturais e familiares, optou por não entrar em specifics e descreve o trabalho apenas como uma plataforma de assinatura educacional.

O denominador comum é o estigma. Falar sobre BDSM em público ainda exige cuidado, e o texto mostra que essa conversa costuma ser mais fácil quando o foco está na comunicação, na conexão e na intenção por trás da prática — e não apenas no aspecto sexual.

## O que a equipe valoriza no ensino

A publicação também funciona como uma declaração de prioridades. Entre os destaques estão:

- **Inclusão**: a premissa de que qualquer pessoa pode aprender cordas, com atenção a espaços mais diversos.

- **Conteúdo centrado em quem é amarrado**: materiais pensados a partir da perspectiva de quem se submete à corda, uma linha defendida por Fuoco.

- **Diversidade de instrutores**, com nomes como hua hua, Reemah e Kinoko.

- **Pedagogia**: revisão das formas de ensinar, reorganização do catálogo em novas categorias e reformulação do site.

- **Escrita como complemento ao vídeo**, com o blog servindo para temas que não cabem bem em uma aula gravada.

## Por que esse tipo de conteúdo importa

Apresentar uma equipe pode parecer pouco, mas, em um universo ainda marcado por preconceito, mostrar quem ensina ajuda a construir confiança. Quem procura aprender shibari precisa de fontes responsáveis, que tratem negociação prévia, limites, palavras de segurança e cuidados posteriores como parte do aprendizado — e não como detalhe opcional.

O retrato do time do Shibari Study sugere uma aposta nesse caminho: gente que veio de áreas diferentes, aprendeu junto com a comunidade e transformou uma dificuldade pessoal em um projeto educativo. Para quem está começando, a mensagem implícita é simples: procure instrução de qualidade, converse bastante antes de amarrar e trate o consentimento como base de tudo.

## Segurança

- Antes de qualquer prática com cordas, negocie limites, expectativas e palavras de segurança com todos os envolvidos.
- Aprenda técnicas de amarração com fontes confiáveis e prefira praticar com supervisão até dominar os fundamentos.
- Evite pontos de pressão sobre nervos e articulações e mantenha tesoura de segurança ao alcance durante a prática.
- Cuidados posteriores (aftercare) — conversa, água, aquecimento e acolhimento — fazem parte da prática responsável.
