# Rope 365: quem está por trás do projeto colaborativo de cordas

> Conheça o Rope 365, projeto colaborativo dedicado ao bondage de cordas, sua idealizadora Ebi McKnotty e as pessoas que contribuem com textos, fotos, modelos e edição.

- Tema: Grupos e comunidades
- Tags: cordas, shibari, comunidade, colaboração, educação, segurança
- URL: https://arcanobdsm.com.br/a/rope-365-quem-esta-por-tras-do-projeto-colaborativo-de-cordas
- Fonte original: Rope365 (https://rope365.com/author-and-collaborators)
- Atualizado: 2026-10-28

## Uma iniciativa construída a várias mãos

O Rope 365 é um projeto editorial e educativo dedicado ao bondage de cordas que se apresenta, desde o início, como um esforço coletivo. A própria página de créditos do site afirma que a proposta é ambiciosa demais para ser tocada por uma só pessoa: por isso, existe um espaço reservado para reconhecer quem contribui com tempo e energia — e o convite para que mais gente peça para aparecer nessa lista permanece aberto.

## Ebi McKnotty, a idealizadora

À frente do projeto está Ebi McKnotty, que se identifica com os pronomes ela/elu e se define como entusiasta de bondage com cordas. Ela ensina desde 2013 e relata ter aprendido com artistas de várias partes do mundo, valorizando uma abordagem criativa e centrada no jogo. Hoje é proprietária do Cordespace, em Quebec City, no Canadá, onde dá aulas ao lado de uma equipe com mais de vinte pessoas.

A trajetória descrita por Ebi começa em 2006, com a autoamarração, e passa pela primeira experiência como modelo, em 2007. Foi em 2011, durante uma viagem a Londres, que começou a amarrar parceiros e a fazer autossuspensão. Ela também participou da fundação de duas iniciativas relevantes na cena: o evento performático Nuit des Cordes, em Montreal, e o North American Rope Exchange (NARIX), conferência voltada à exploração com cordas. Suas amarrações costumam ser descritas como experimentais, suaves, sensuais e, por vezes, sádicas — muitas vezes tudo ao mesmo tempo.

## Colaboradores e colaboradoras

A página lista pessoas com funções variadas, que vão muito além de quem escreve: há modelos, fotógrafas, parceiras de brainstorming, editoras e designers. Entre os nomes citados estão Alexk7 (fotógrafo, modelo e apoio emocional), Miss Soffia, Era, Bendy Envy, FreakyFerret (modelo e autoamarrador), ButterflyBondage (redatora e modelo), Pedro Cordas e Nathaniel Flumen.

Dois colaboradores aparecem também como autores. AndyBuru é estudante de teatro, massoterapeuta clínico, ex-coach organizacional e professor de bondage de cordas europeu e japonês; segundo a apresentação, seus quinze anos de BDSM incluíram papéis bastante diversos. Já sansblague é uma pessoa switch de cordas que ensina com frequência, tanto internacionalmente quanto na cena queer de Estocolmo, e se interessa por performance, teoria do shibari e pelo uso de palavras e jogos como ferramentas de ensino. A equipe de produção do site inclui ainda Sliceofheaven, na edição de livros, e Mademoiselle Mai, no design gráfico.

## Textos de convidados

Uma das seções do projeto hospeda escritos informativos sobre bondage de cordas, com a intenção de disponibilizá-los sem receio de censura. A nota é clara: os textos pertencem a quem os escreveu e as opiniões são de responsabilidade das autorias. Entre os materiais citados estão produções assinadas por Kni, como um guia para construir pontos de ancoragem autônomos (freestanding hardpoints), um texto sobre amarrar shibari com cordas escorregadias, um primer de equipamentos e um futuro primer sobre materiais de corda. Há também um convite para que outras pessoas enviem seus próprios escritos.

## Um retrato da cena colaborativa

O que a página descreve é menos um catálogo de técnicas e mais um mapa de relações: gente que fotografa, revisa, opina, modela e escreve para que o conteúdo exista. Esse tipo de organização é comum em comunidades de cordas, onde o conhecimento circula por meio de aulas, encontros e publicações independentes, e onde a sustentação do projeto depende de confiança mútua entre quem ensina, quem aprende e quem se voluntaria como modelo.

## Prática com cuidado

Projetos assim também funcionam como porta de entrada, e é importante lembrar que qualquer prática com cordas envolve riscos reais, sobretudo em suspensões. Antes de experimentar, negocie limites com antecedência, combine palavras de segurança e sinais não verbais para quando a fala não for possível, e defina o que fazer se algo der errado. Pontos de ancoragem precisam ser verificados e adequados à carga; mantenha uma tesoura de segurança ao alcance. Se a prática for solitária, avise alguém de confiança, evite posições que comprimam o pescoço ou dificultem a respiração e limite o tempo amarrado. Depois, reserve um momento para cuidados posteriores: aquecer o corpo, beber água e conversar sobre como cada pessoa se sentiu.

## Segurança

- Negocie limites, palavras de segurança e sinais não verbais antes de qualquer prática com cordas.
- Em suspensões, verifique a estrutura do ponto de ancoragem, avalie a carga e mantenha uma tesoura de segurança ao alcance.
- A autoamarração exige cuidados extras: avise alguém de confiança, evite compressões no pescoço e limite o tempo.
- Reserve tempo para cuidados posteriores, hidratação e conversa sobre a experiência.
