# RopeMarks: arquivo de aparições na imprensa da cena BDSM

> Página do coletivo holandês RopeMarks reúne menções, fotos e resenhas publicadas em revistas fetichistas e de bondage da Europa e dos EUA entre 2003 e 2017, além de registros de performances e de um livro próprio.

- Tema: Cultura e arte
- Tags: shibari, kinbaku, revistas, cultura fetichista, holanda, wasteland, boundcon
- URL: https://arcanobdsm.com.br/a/ropemarks-arquivo-de-aparicoes-na-imprensa-da-cena-bdsm
- Fonte original: RopeMarks (https://www.ropemarks.com/media/magazines)
- Atualizado: 2026-10-30

## Um acervo de mídia impressa

A página de publicações do site RopeMarks funciona como um arquivo de recortes: reúne, em ordem cronológica decrescente, as ocasiões em que o trabalho do coletivo holandês apareceu em revistas dedicadas ao universo fetichista, ao bondage e à arte erótica. Os registros vão de meados dos anos 2000 até 2017 e cobrem títulos da Holanda, Bélgica, Alemanha, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

RopeMarks é apresentado como um projeto dedicado à arte da corda japonesa — shibari e kinbaku —, com performances de palco, instalações e colaborações com fotógrafos, modelos e outras artistas da cena. Boa parte das menções é assinada pela parceria com a modelo e performer DutchDame. A página não é uma loja nem um texto explicativo sobre a prática: é um índice de aparições públicas, com legendas curtas indicando edição, país e data aproximada de cada revista.

## Revistas e países citados

O título mais recorrente é a neerlandesa **Massad**, com dezenas de edições mencionadas ao longo de mais de uma década. Também aparecem:

- **Secret Magazine** (Bélgica), com uma foto de teppou shibari feita em parceria com FetLight;

- **Bedeseme** (Espanha), com entrevistas e imagens de colaborações;

- **SteelMoon** (Bélgica), em vários volumes, com fotos de Patrick Ceuppens e de outras parcerias;

- **Bondage Magazine** e **Marquis** (Alemanha);

- **Skin Two** (Reino Unido);

- **Alternative Revolution** e **Mouth and Mouth Magazine** (Estados Unidos);

- **Doma**, **Foxy**, **Aktueel**, **Heleen Magazine** e uma menção na edição neerlandesa da **Cosmopolitan**.

A revista alemã **Schlagzeilen** é citada como capa. Em 2007, a publicação holandesa *Heleen Magazine* — um número especial baseado nos temas dos romances de Heleen van Royen — teria indicado o RopeMarks como referência para aprender shibari em uma matéria sobre iniciação ao SM.

## Performances e eventos registrados

As legendas do arquivo também funcionam como um pequeno histórico de palcos e festas da cena europeia. Entre os eventos citados estão as edições do **Wasteland** (incluindo a comemoração de 20 anos e a edição Aquaphilia, com um ato de abertura inspirado em sereias feito em parceria com o circo japonês Yusura e o designer Dennis Diem), a feira **BoundCon**, o **German Fetish Ball**, o **Fetish Evolution**, a festa francesa **Nuit Demonia**, o **Boudoir Bizarre**, as festas **B.I.T.C.H.**, **EuroPerve**, **Unleashed** e as comemorações de aniversário da festa de SM e fetiche organizada por Mrs. Manita.

Há ainda registros de instalações com cordas sob luz negra, de workshops conjuntos com a dominatrix japonesa Mistress Hibiki e da terceira colocação de DutchDame no concurso Miss Fetish Europe. Uma das séries fotográficas, feita com o fotógrafo Look J. Boden sob o título *Flesh, Blood and Sin*, é citada como tendo sido publicada em uma revista cultural local e em uma publicação norte-americana de artes eróticas.

## O livro e a lógica do arquivo

A edição 276 da Massad (dezembro de 2015 a janeiro de 2016) traz uma resenha do livro *RopeMarks presents DutchDame*, descrito na página como disponível para compra. É o único item do acervo que remete a uma publicação própria do coletivo, e não a uma aparição em veículo de terceiros.

Vale notar que as datas indicadas são as das edições das revistas, muitas vezes com intervalos de dois meses, e não necessariamente as datas dos eventos ou das sessões fotográficas. O arquivo, portanto, deve ser lido como uma linha do tempo aproximada da presença midiática do grupo, e não como um calendário preciso.

## Por que esse tipo de registro importa

Para quem estuda a cultura fetichista europeia, arquivos como esse ajudam a mapear a circulação de artistas de corda entre festas, feiras e publicações especializadas. Mostram também como o shibari passou, ao longo dos anos 2000, de nicho restrito a revistas dedicadas a bondage para menções em veículos de moda, arte e comportamento — sempre associado, nesses contextos, a uma estética de palco e a um trabalho de negociação prévia entre quem amarra, quem é amarrado e a produção do evento.

Práticas de corda envolvem riscos reais: compressão de nervos, restrição circulatória e quedas. Por isso, qualquer demonstração pública responsável pressupõe conversa prévia sobre limites, combinação de palavras de segurança, checagem constante de sensibilidade e circulação nas extremidades, tesoura ao alcance e cuidado posterior com quem foi amarrado.

## Segurança

- Práticas de corda exigem negociação prévia de limites, palavras de segurança combinadas e checagem frequente de circulação e sensibilidade.
- Tenha sempre uma tesoura de segurança ao alcance e evite suspensões sem treinamento específico e supervisão experiente.
- Após a cena, reserve tempo para cuidados posteriores: água, aquecimento, conversa e verificação de marcas.
- Performances em eventos devem incluir combinação clara entre artistas, modelos e produção sobre riscos e interrupção a qualquer momento.
