Um estúdio conduzido por uma equipe plural
O Anatomie Studio, em Londres, mantém uma equipe formada por pessoas de idades, identidades de gênero e trajetórias variadas. Cada integrante contribui com conhecimentos e estilos de ensino próprios. Além de aparecerem na recepção, em aulas e em sessões individuais, os membros também participam de tarefas cotidianas e de trabalhos menos visíveis, como elaboração de políticas e protocolos internos. A página da equipe funciona como uma apresentação desse coletivo e permite que interessados procurem diretamente a pessoa com quem desejam aprender.
Fundadores e a proposta de ensino
Anna Bones conheceu o shibari em 2013 e, dois anos depois, ajudou a fundar o Anatomie Studio. Ela já ensinou e se apresentou em diferentes países, mas destaca o prazer de receber iniciantes no estúdio. Sua relação com as cordas passa por amarrar, ser amarrada e atuar como rigger; ela descreve o shibari como caminho de autoconhecimento, confiança e intimidade. Fred Hatt é cofundador e educador com quase uma década de experiência. Ele costuma abordar tanto os procedimentos técnicos quanto os motivos por trás deles, com atenção a detalhes que fazem uma amarração funcionar. Seu interesse inclui transições e situações de desafio controlado, e ele busca tornar o conteúdo prático e acessível.
Professores e voluntários com trajetórias distintas
Rory Ropes chegou ao estúdio em 2020 e desenvolve uma prática lúdica e dinâmica, com manipulação corporal. Ele prioriza o bem-estar de quem é amarrado e adapta técnicas para pessoas com lesões ou deficiências. Zuberi começou a explorar cordas em 2014, combinando artes marciais, tantra e shiatsu. Sua atuação inclui referências tradicionais e contemporâneas, e ele se dedica a criar ambientes acolhedores para pessoas racializadas, com atenção a positividade corporal e sexual.
Jenni Noon iniciou como modelo em 2020 e traz formação em yoga e dança, além de interesse por Butoh e palhaçaria. Seu foco está na conexão, na pesquisa de movimento e no empoderamento de modelos. Goddess in Rope explora shibari desde 2016, com experiência nos dois lados da corda; ela ensina técnicas considerando o aproveitamento e as necessidades de cada estudante, inclusive em encontros para iniciantes. Pen se identifica como switch com inclinação para bottom e valoriza emoções e vulnerabilidade. Ele usa conhecimentos de anatomia e fisiologia para promover práticas mais seguras e já ensinou em eventos no Reino Unido, Europa, Estados Unidos e Sudeste Asiático.
Kina Neve pratica desde 2016 e alia formação em educação e psicologia para adaptar o ensino a diferentes formas de aprender. Shaun frequenta o estúdio desde 2022, tornou-se voluntário, atuou como assistente em cursos e passou a integrar a equipe de aulas para iniciantes em 2025; ele gosta de trabalho no chão, amarrações parciais e situações de desafio. Emily chegou a Londres em 2021 e, depois de participar de cursos com diferentes parceiros e de oficinas de autoamarração, entrou no voluntariado em 2023 e começou a coensinar para iniciantes em 2024.
Alex tem background em dança e movimento e estuda, com apoio de fisioterapia, os efeitos das cordas no corpo. Ela compartilha recursos para tornar posições desafiadoras mais acessíveis. Jamie iniciou seu percurso em Norwich em 2020 e depois se aproximou do shibari em Londres; sua experiência com femdom, kink queer e sadomasoquismo alimenta uma prática comunicativa e voltada à comunidade. Rose é escritora e editora, chegou ao shibari em 2018 e ao voluntariado em 2022. Ela acolhe especialmente pessoas tímidas ou ansiosas, explora autoamarração e amarração de outras pessoas e se interessa pelos efeitos das cordas no corpo e no cérebro, defendendo que quem é amarrado também desenvolva habilidades concretas.
Kit frequenta o estúdio desde 2024 e tem estilo brincalhão, com interesse por fisicalidade, erotismo e questionamento de dinâmicas tradicionais. Luca descobriu o shibari em 2022 e o encara como arte e linguagem para expressar alegria mútua; ele ensina iniciantes e mantém uma postura curiosa. Pixie é fotógrafo e artista, com abordagem discreta e observacional, buscando dar conforto, confiança e autonomia a quem posa. Adam começou em um evento de cordas em 2021 e passou de bottom a switch, explorando situações de desafio, elementos sádicos ou propostas sensuais conforme o contexto. Jeremy ainda terá seu perfil publicado.
Comunidade, cuidado e aprendizagem
A apresentação da equipe mostra um estúdio que valoriza ensino acessível, diversidade de corpos e experiências, e construção de comunidade. Para práticas de cordas, isso deve vir junto de negociação prévia, consentimento contínuo, escolha de palavras de segurança e atenção aos riscos. A existência de professores com formações variadas — incluindo anatomia, fisioterapia, dança e educação — pode ajudar alunos a encontrar orientação adequada às próprias necessidades. Ainda assim, qualquer prática exige responsabilidade, comunicação e cuidados posteriores.
Segurança
- Combine limites, expectativas e palavras de segurança antes de qualquer cena de cordas.
- Pessoas com lesões, deficiências ou condições de saúde devem adaptar as práticas e buscar orientação qualificada.
- Atente ao risco de compressão nervosa e circulatória; interrompa se houver dor, dormência ou alteração de sensibilidade.
- Reserve tempo para aftercare e conversa sobre a experiência.
Este texto foi reescrito e adaptado para o português a partir de Anatomie Studio. Recomendamos a leitura do original.
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