O Shibari Study mantém uma série de conversas em áudio com praticantes, professoras e professores, modelos e artistas ligados à corda e ao universo kink. O catálogo reúne dezenas de episódios, apresentados por Wicked Wren, que conversa com convidados sobre trajetórias pessoais, escolhas técnicas e os bastidores emocionais de uma prática que vai muito além de dar nós. A página da fonte funciona como um índice: cada episódio aparece com o nome do convidado e um pequeno resumo do que é tratado.
Como a série está organizada
Os episódios são numerados de forma decrescente, do mais recente ao mais antigo, e cada um traz um título curto — em geral o nome ou o apelido de quem participa. Não há descrição de duração, data de publicação ou ordem temática; a leitura é feita episódio por episódio, o que transforma a lista em uma espécie de arquivo de memórias da cena de corda contemporânea.
Temas que atravessam quase todas as conversas
Alguns assuntos reaparecem com frequência ao longo da série:
- Comunicação e consentimento antes, durante e depois das cenas, com destaque para a negociação detalhada e a checagem constante de limites.
- Bottoming ativo, isto é, o papel de quem é amarrado como parte que participa das decisões, pede pausas e dá retorno sobre a experiência.
- Vulnerabilidade e emoção, tratadas como parte legítima da prática e não como algo a ser escondido.
- Inclusão e comunidade, com discussões sobre gatekeeping, espaços acolhedores, grupos marginalizados e a importância de criar ambientes em que as pessoas possam se expressar com autenticidade.
- Educação em corda, com reflexões sobre ensinar decisões em vez de padrões fixos, formar público e tornar o aprendizado mais acessível.
- Saúde mental, trauma e dor crônica, abordados como dimensões que podem influenciar a prática e exigir adaptações.
Convidados e perspectivas
A diversidade de perfis é um dos pontos fortes do catálogo. Entre os episódios mais recentes aparecem conversas sobre propósito e equilíbrio entre estética e segurança, sobre comunicação e sadismo criativo, sobre memória e o impacto emocional do toque, e sobre formas lúdicas de amarrar centradas em movimento e intuição.
Há também episódios dedicados a quem convive com dor crônica e trauma, a quem reflete sobre raça e espaços de kink, a quem aborda saúde mental e autopercepção, e a quem produz eventos, aulas e livros. Artistas de longa data dividem espaço com nomes que estão começando, e a série abre lugar para perspectivas de quem ensina, de quem é amarrado e de quem fotografa.
Alguns convidados aparecem mais de uma vez em temas correlatos, e há episódios que funcionam como ponte com outros projetos, como o Rope Podcast. A série também registra o surgimento de iniciativas comunitárias, como estúdios e sociedades voltadas à democratização do ensino de corda, além de professores que declaram querer se tornar dispensáveis — ou seja, desejar um cenário em que o conhecimento não fique restrito a poucos.
Vale notar que o catálogo trata de assuntos variados dentro do universo kink, incluindo psicologia da dominação, trabalho profissional como dominatrix, relação entre religião e juventude, e a presença de temas como exibicionismo e performance — sempre em tom de conversa e reflexão pessoal, sem descrições explícitas.
Para quem é útil
A série interessa a quem já pratica shibari, a quem está começando e quer entender a cultura que cerca a corda, e a quem pesquisa o tema em contextos acadêmicos ou artísticos. Como são conversas longas e em inglês, funcionam bem como material de estudo paralelo, mais do que como manual técnico. Quem procura instruções passo a passo encontrará melhor proveito nos episódios sobre didática e nos cursos do próprio site.
Segurança e cuidado como base
Um fio condutor do podcast é a ideia de que corda exige preparo. Vários episódios mencionam checagens de nervos, o hábito de começar pelo chão antes de tentar suspensões, a importância de palavras de segurança combinadas com antecedência e a necessidade de debriefing após a cena. Também é recorrente a recomendação de que a prática seja construída sobre negociação clara, respeito a limites próprios e busca de formação adequada antes de assumir riscos maiores.
Como acompanhar
A página lista os episódios com um link de escuta para cada um. Como não há datas divulgadas na fonte, vale verificar o site oficial para saber a ordem cronológica real e se há materiais complementares, transcrições ou notas de cada conversa.
Imagens da publicação original
Imagens reproduzidas da publicação original em Shibari Study (blog), com autorização. Os direitos pertencem aos autores e fotógrafos. É titular e quer a remoção? Solicite aqui.
Segurança
- Cordas envolvem riscos de circulação e compressão nervosa; faça checagens regulares e aprenda com instrutores qualificados antes de suspender peso.
- Combine palavras de segurança e limites antes de qualquer cena e faça um debriefing depois.
- Comece pelo trabalho no chão (floor work) antes de tentar suspensões.
- Considere histórico de trauma, dor crônica e condições de saúde ao negociar a prática.
Este texto foi reescrito e adaptado para o português a partir de Shibari Study (blog). Recomendamos a leitura do original.
Discussão
Área para maiores de 18 anos. O fórum pede uma verificação de idade, feita uma vez só.
Verificar idade





